sexta-feira, 15 de junho de 2012

Preciso compartilhar isso com você

Acabo de ler uma matéria que me deixou um tanto intrigada. Uma filha, tentando fazer valer a vontade do pai, gasta 27 mil reais por mês para manter o corpo dele, que morreu em fevereiro, conservado por uma funerária no Rio, em caixão de zinco, resfriado por gelo-seco. Isso, porque o desejo do patriarca era ter o corpo congelado por acreditar que a ciência, no futuro, poderá curar o seu mal. Oi?!

O problema é que esta filha tem mais duas irmãs do primeiro casamento do pai e estas não concordam com a ideia (absurda?!) de transferir o corpo para os Estados Unidos, lugar onde fica a empresa responsável pelo congelamento. As irmãs mais velhas querem porque querem o sepultamento.

Enfim, desconsiderando este imbróglio, toda essa questão acima descrita me causa uma certa indignação. Eu sou espírita e pra mim, ou melhor, pra Doutrina, o corpo é apenas uma vestimenta usada pelo espírito e se o espírito já não habita mais aquela 'casa' não tem como fazê-lo voltar. Falando a grosso modo, compreende?

Sei que não posso e nem devo julgar toda essa situação uma vez que essas pessoas não têm o conhecimento da Doutrina. Mas se é pra pensar de acordo com a proposta do congelamento, vamos viajar:

- O coroa quis ser congelado (aos 83 anos, idade que tinha quando morreu) para, quem sabe, voltar a viver se a ciência permitir. Se isso fosse possível, eu não gostaria de voltar a viver com 83 anos! Prefiro nascer de novo.
- Considerando que a ciência tá longe de alcançar esse feito - Walt Disney, como reza a lenda, também está esperando por isso desde 1966 - e se o coroa voltasse a viver ele ficaria sozinho nesse mundo, né? Porque todos da sua geração já se foram. Eu não curtiria ficar por aqui sozinha.

Enfim, além de tudo isso, são 27 mil reais por mês para manter o coroa na funerária daqui, imagina quanto será nos Estados Unidos! Dinheiro que, na minha opinião, poderia ser gasto com coisas muito mais úteis e válidas do que isso. Mas o que fazer, né?

2 comentários:

Cíntia A. S. Sevaux disse...

Pois é, há tanto apego ao corpo material, que é mortal,perecível... que se esquece do que realmente é importante na vida, que é estar com as pessoas que amamos, ser feliz, ajudar a quem precisa, aprender, evoluir....

Nayra Garofle disse...

Concordo muuuuito com vc! bjs