segunda-feira, 21 de março de 2011

Eu queria ser imortal

Eu queria ser imortal. Não digo imortal de carne e osso, digo imortal na memória de cada ser humano. Eu queria ser imoral de um jeito que as pessoas lembrassem de mim quando lessem algo que escrevi. Eu queria ser imortal de um jeito que as crianças, ao estudarem, tomassem conhecimento de minha pessoa, de como fui, de como eu queria ser, de como eu fazias as coisas e do meu desejo de ser imortal.

Eu queria ser imortal. Não digo imortal de carne e osso, digo imortal no coração das pessoas. Eu queria ser imortal para que daqui a uns 100 anos eu fosse lembrada por pessoas que nem eu mesma conheci. Eu queria ser imortal para que as minhas palavras tocassem o coração de cada apaixonado, algo assim, deixe-me ver, algo que desse vontade de ser copiado e passado adiante.

Eu queria ser imortal. Não digo imortal de carne e osso, digo imortal na letra daquela música que marcou a história de alguém. Eu queria ser imortal para que minhas palavras, tão puras e simples, marcassem momentos, sejam lá quais fossem...

Eu queria ser imortal. Não digo imortal de carne e osso, digo imortal mesmo, daquele jeitinho que só aquele que conhece o mundo mágico das palavras que formam qualquer história sabe do que estou falando.

Eu queria ser imortal. Eu quero ser imortal. Ainda há tempo...

* texto escrito em janeiro de 2000.

Um comentário:

Gabriela Leal disse...

meu deus isso tá lindo, vou divulgar !